LLmoreno do Brasil

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

PaIxÃo MaTiNaL


Parafrasear na penumbra magistral
Perambular na tua pele amorenada
Fazer romance petulante pela manhã
Sorrir como a flor que hoje sorriu.

Sintonizar no mesmo tom marginal
Perpetuar o amor ao som da madrugada
Fazer manha e fazer de novo amanhã
Sorrir como a noite azulada sorriu

Há muito, quero café paixão matinal
Perceber nas atitudes que és amada
Trazer o sol ao teu sorriso pela manhã
Sorrir como o dia moleque que sorriu.



LLmoreno - Agosto – 2005 – Ponte Hercílio Luz - Florianópolis – SC

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SUOR MORENO


Suor, aroma de paixão
Temperatura sobe, é quente
Requinte pele morena
A inebriar a noite boêmia
Requinte luar sereno
A firmar o desejo desejante,
Requinte no tempo perene.

Manhã preguiçosa sem chão,
Sem hora, esnobe, é feriado.
Requinte estilo nobreza
A maquiar o rosto moreno
Requinte nobre beleza
A embebedar poemas de amor
Requinte romance e leveza.

Suor, sabor da paixão
Em teu corpo molhado ao sol
Moreno em tom marrom
A exalar perfume sedução
Ao som da maré, luz do sol,
A embriagar meu olhar de amor
Requinte romance no arrebol.


LLmoreno - Sítio do Vô Bino – 19/09/2006 – Palhoça – SC

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Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Lá no Fundo


Lá no fundo, quase submundo do afeto,
Imerso nos sentimentos mais sensíveis,
Vives soberana, guardada em segredo,
Com chaves, são sete para guardar-te.

As imagens, retratos das loucuras,
Diurnas ou noturnas são nítidas,
E perambulam livres na luz limpa,
Dos meus olhos que dizem o indecifrável.

Os murmúrios, barulhos do amor louco
E bom nos cantos românticos de nós dois,
Ainda falam delícias aos ouvidos calados.

Os toques, arrepios da volúpia vivaz,
Moram lá fundo, quase submundo do afeto,
Imerso nos desejos desejáveis de nós dois.


LLmoreno - Ponte Hercílio Luz - Florianópolis – SC - 16 de dezembro de 2005

FiM Do SiLêNcIo

O tilintar do telefone...fim do silêncio


Era sim, era o som do amor que tilintava
Flutuava como as folhas secas no outono
Era enfim o falar de outrora, fim do silêncio
Quebrava o quieto som do nada, tilintava.

Falavas com timbre de saudades nostálgica
Mágica do amor real que o tempo não cala
Logravas êxito nas falas e risos, fim do silêncio
Filme de Julia com jeito de romance singular.

Singularidade do amor que o mundo ignorou
Soprou longe dos próprios preconceitos insossos
Era o fim das falas, inicio do tilintar do silêncio.

Amor metamorfoseado em figuras perenes
O tempo não apaga e o vento não leva.
O leve amor é profundo, é cicatriz na alma.


LLmoreno - Ponte Hercílio Luz - Florianópolis–SC - 12/julho/2005

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Segunda-feira, Outubro 05, 2009

ÀS VEZES

Meu coração não bate, pulsa a galope e, às vezes trota, até quando não sei. Ele não pulsa no mundo, mas sim dentro de mim, ele faz o vermelho jorrar em tudo que preciso, e assim respiro a vida. Meu coração não bate no mundo; trota, galopa dentro de mim, às vezes mais lento, outras, mais rápido.

Setembro/2009 -LLmoreno